Missão Impossível III
Missão Impossível, a trilogia, é uma série fora de padrão. No campo da espionagem, temos como exemplo os filmes do agente James Bond: por mais que diferentes diretores estivessem por trás das câmeras, sempre há aquela marca da série, sejam os gadgets, sejam as bond-girls.
Outra série recente de espionagem, A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne, mesmo guiados por mãos diferentes (o primeiro é de Doug Liman, o segundo de Paul Greengass), tem a linearidade que a história do agente Jason Bourne pede.
Já os filmes do agente Ethan Hunt (Tom Cruise), que junto com seus pares no cinema ganharam ao longo da série nomes completamente distintos em matéria de estilos de filmagem, mudaram o jeito de ser, a ponto de conservarem apenas os nomes das personagens em comum com seus pares.
O primeiro foi realizado pelo mestre Brian De Palma, cuja assinatura encontra-se nas cenas câmeras angulares, como no diálogo entre Ethan e Kittridge (Henry Czerny), ou na chegada de Kittrigde ao esconderijo do terrorista Max (Vanessa Redgrave). A invasão ao quartel da CIA é absurda de tão boa e a cena final com direito à espionagem de primeira, TGV, helicópteros e um túnel é digna de ecoar para sempre no coração dos cinéfilos.
O segundo veio ao mundo com John Woo na direção. Nascido na China, Woo apareceu para o cinemão americano com o ótimo - porém subestimado - O Alvo, que tinha Van Damme no elenco. As características de Woo, câmera em slow nas cenas de ação, troca de máscaras entre as personagens e, por conseguinte, troca de personalidades e as sempre presentes pombas brancas estão em MI II, dando um upgrade em matéria de ação à série. Para quem tinha odiado Missão Impossível do De Palma, por achar parado, foi um deleite e tanto. Pequena curiosidade: o segundo filme da série seria dirigido por Oliver Stone, mas o mesmo declinou o convite pois Cruise estava ocupado trabalhando com De olhos bem fechados. Fica a torcida para que ele receba, e aceite, o convite para uma possível quarta edição da série.
Outra série recente de espionagem, A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne, mesmo guiados por mãos diferentes (o primeiro é de Doug Liman, o segundo de Paul Greengass), tem a linearidade que a história do agente Jason Bourne pede.
Já os filmes do agente Ethan Hunt (Tom Cruise), que junto com seus pares no cinema ganharam ao longo da série nomes completamente distintos em matéria de estilos de filmagem, mudaram o jeito de ser, a ponto de conservarem apenas os nomes das personagens em comum com seus pares.
O primeiro foi realizado pelo mestre Brian De Palma, cuja assinatura encontra-se nas cenas câmeras angulares, como no diálogo entre Ethan e Kittridge (Henry Czerny), ou na chegada de Kittrigde ao esconderijo do terrorista Max (Vanessa Redgrave). A invasão ao quartel da CIA é absurda de tão boa e a cena final com direito à espionagem de primeira, TGV, helicópteros e um túnel é digna de ecoar para sempre no coração dos cinéfilos.
O segundo veio ao mundo com John Woo na direção. Nascido na China, Woo apareceu para o cinemão americano com o ótimo - porém subestimado - O Alvo, que tinha Van Damme no elenco. As características de Woo, câmera em slow nas cenas de ação, troca de máscaras entre as personagens e, por conseguinte, troca de personalidades e as sempre presentes pombas brancas estão em MI II, dando um upgrade em matéria de ação à série. Para quem tinha odiado Missão Impossível do De Palma, por achar parado, foi um deleite e tanto. Pequena curiosidade: o segundo filme da série seria dirigido por Oliver Stone, mas o mesmo declinou o convite pois Cruise estava ocupado trabalhando com De olhos bem fechados. Fica a torcida para que ele receba, e aceite, o convite para uma possível quarta edição da série.

"Tom Cruise comemora o São João no Brasil e pula fogueira na Ilha de Caras"
Agora para o terceiro Tom Cruise, também produtor da série, resolveu chamar um novato na tela grande, o diretor J. J. Abrams. Se você viveu em Marte durante dois a três anos, provavelmente não saiba quem é Abrams. Se você esteve aqui na Terra, lembra que o diretor é o criador de três séries que já fizeram história nas polegadas de muitas casas do mundo: Lost, Alias e a menos conhecida do público brazuca, porém não menos cultuada, Felicity.
Seguindo o exemplo dos diretores citados, (ou seria melhor dizer não seguindo do exemplo?) Abrams deu seus toques pessoais à Missão Impossível III. A linguagem deste novo filme é muito mais televisiva do que os anteriores, ao começar pelo formato flashback característico de
Lost, por mais que ele seja usado à exaustão para tornar filmes chatos um pouco mais interessantes. Abrams também acrescentou mais mistério à trama e dramas pessoais (um toque de Sidney Bristow, a heroína de Alias) à série. Há um quê de família para Ethan, e essa questão acaba por ser o norte do filme, sem aquele movimento piegas do Spielberg, para que os fãs da série não fujam logo de cara.
Disse no começo do texto que os filmes são distintos, o que não os torna desiguais. Ambos capricham nas cenas de ação (a deste último, o ataque ao comboio numa ponte, é fantástica), no elenco (até hoje, para constar: Philip Seymour Hoffman, Jean Reno, Jon Voight, Emmanuelle Bèart, Ving Rhames, Dougray Scott, Jonathan Rhys-Meyers, Kristin Scott Thomas, Laurence Fishburne, Thandie Newton, Anthony Hopkins, entre outros) e tem produção impecável. Mesmo com alguns equívocos em sua carreira cinematográfica, Cruise sabe como ninguém escolher papéis e, como vemos com a série Missão Impossível, produzir filmes.
Nota: Cinco estrelas na testa de J. J. Abrams
Seguindo o exemplo dos diretores citados, (ou seria melhor dizer não seguindo do exemplo?) Abrams deu seus toques pessoais à Missão Impossível III. A linguagem deste novo filme é muito mais televisiva do que os anteriores, ao começar pelo formato flashback característico de
Lost, por mais que ele seja usado à exaustão para tornar filmes chatos um pouco mais interessantes. Abrams também acrescentou mais mistério à trama e dramas pessoais (um toque de Sidney Bristow, a heroína de Alias) à série. Há um quê de família para Ethan, e essa questão acaba por ser o norte do filme, sem aquele movimento piegas do Spielberg, para que os fãs da série não fujam logo de cara.
Disse no começo do texto que os filmes são distintos, o que não os torna desiguais. Ambos capricham nas cenas de ação (a deste último, o ataque ao comboio numa ponte, é fantástica), no elenco (até hoje, para constar: Philip Seymour Hoffman, Jean Reno, Jon Voight, Emmanuelle Bèart, Ving Rhames, Dougray Scott, Jonathan Rhys-Meyers, Kristin Scott Thomas, Laurence Fishburne, Thandie Newton, Anthony Hopkins, entre outros) e tem produção impecável. Mesmo com alguns equívocos em sua carreira cinematográfica, Cruise sabe como ninguém escolher papéis e, como vemos com a série Missão Impossível, produzir filmes.
Nota: Cinco estrelas na testa de J. J. Abrams

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